Revisões literárias: a aplicação criativa de romances velhos (sécs. XV-XVII)

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Engaste

Edição diplomática do engaste

Eſtanꝺo muy ꝺe vaguar | bem foꝛa ꝺe tal cuiꝺar | em coymbꝛa ꝺa ſeſeguo | polos campos ꝺe monꝺeguo | caualeyros vy  ſomar.

Edição moderna do engaste

Estando mui de vagar, | bem fora de tal cuidar, | em Coimbra d' assessego, | polos campos de Mondego | cavaleiros vi somar.

Edição diplomática do contexto do engaste

Eſtaua muy acataꝺa | como pꝛinçeſa ſeruiꝺa | em me⁹ paços muy honrraꝺa | ꝺe tuꝺo muy abaſtaꝺa | ꝺe meu ſenhoꝛ muy queriꝺa. | Eſtanꝺo muy ꝺe vaguar | bem foꝛa ꝺe tal cuiꝺar | em coymbꝛa ꝺa ſeſeguo | polos campos ꝺe monꝺeguo | caualeyros vy  ſomar.

Fac-símile
Edição moderna do contexto do engaste

Estava mui acatada | como princesa servida, | em meos paços mui honrada, | de tudo mui abastada, | de meu senhor mui querida. | Estando mui de vagar, | bem fora de tal cuidar, | em Coimbra d' assessego, | polos campos de Mondego | cavaleiros vi somar.

Referência da identificação do engaste

Vasconcelos, Carolina Michaëlis de, “Estudos sobre o Romanceiro peninsular. Romances velhos em Portugal”, Cultura española, VIII, 1907, p. 1051.

Fac-símile 
Idioma do engaste
  • Português
Notas ao engaste

Autoria

Autor do engaste
Garcia de Resende
Tipo de assinatura do autor
  • Identificada
Ano de nascimento do autor
Desconhecido
Ano de falecimento do autor
Desconhecido
Século de atividade do autor
Notas sobre o autor

Composição ou secção quadro

Título da composição ou secção quadro

Trouas  garçia de rresende fez a morte de dõa ynes de castro que el rrey dõ Afonso o quarto de portugual matou, ẽ coimbra por o prinçipe dom Pedro seu filho a ter como mulher e polo bem  lhe queria nem queria casar, endereçadas has damas.

Incipit  da composição ou secção quadro

Senhoras salgum senhor

Género literário da composição ou secção quadro
Lírico
Idioma da composição ou secção quadro
  • Português
Referência da edição moderna

Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, fixação do texto e estudo por Aida Fernanda Dias, vol. IV, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1993, p. 303.

Reelaboração discursiva do verso de origem do engaste
Sim
Reelaboração semântica do verso de origem do engaste

Obra

Referência da obra

Cancioneiro geral. Cum preuilegio, fol. CCXXIr.

Género literário da obra
  • Lírico
Idioma da obra
  • Português
  • Espanhol
Notas à obra

1. As informações sobre o editor e a impressão deste volume surgem no respetivo cólofon: "Foy ordenado ꞇ emendado por Garçia de Reesende fidalguo da casa del Rey nosso senhor ꞇ escriuam da fazenda do prinçipe. Começou se em almeyrym ꞇ acabou se na muyto nobre ꞇ sempre leall çidade de Lixboa. Per Hermã de cãpos alemã bõbardeyro del rey nosso senhor ꞇ empremjdor. Aos xxviij. dias de setẽbro da era de nosso senhor Iesu cristo de mil ꞇ quynhent⁹ ꞇ xvi anos".

2. Esta obra encontra-se disponível na coleção digital da Biblioteca Nacional de Portugal, http://purl.pt/31247/2/ [06/04/2019].

Proveniência textual do engaste

Título e IGR do romance
N/A - Não atribuído

Tradição Antiga

Verso do romance de proveniência

Yo m’estando en Coimbra | a prazer y a bel folgar | por los campos de Mondego | cavalleros vi asomar

Incipit do romance de proveniência

Yo m’estando en Coimbra | a prazer y a bel folgar

Testemunhos antigos do romance

Manuscrito

Ms. Masson 56 da Bibliothèque de l’ École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, fols. 84v-85r (Eugenio Asensio, Cancionero musical luso-español del siglo XVI antiguo e inédito, Universidad de Salamanca, Salamanca, 1989, p. 39).

Posição do verso no romance
  • Incipit
Tradição Moderna
Presença do romance na tradição moderna portuguesa
Não
Presença do romance nas restantes tradições modernas pan-hispânicas
Não
Notas sobre a tradição moderna