Engaste

a flor de la Berberia

a flor de la Berberia

Uinhão desporas douradas | e uestidos dalegria | e adargas embracadas | a flor de la Berberia | Cõ gritos e altas uozes | uinhão arredeas tẽdidas | rricas aljubas uestidas | e emcima sus albornozes

Vinham d'esporas douradas | e vestidos d'alegria | e co'adargas embraçadas | a flor de la Berberia. | Com gritos e altas vozes | vinham a rédeas tendidas, | ricas aljubas vestidas | e encima sus albornozes.

Miscelânea Pereira de Foios, edição crítica, introdução e notas de José Miguel Martínez Torrejón, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2017, p. 121.

  • Português
  • Espanhol

Vasconcelos, Carolina Michaëlis de, “Estudos sobre o Romanceiro peninsular. Romances velhos em Portugal”, Cultura española, VIII, 1907, p. 1055.

Sirgado, Ana, "«Dar-vos-ei conta» de Romances Velhos em Portugal", em Meritxell Simó (coord.), Gemma Avenoza, Antonio Contreras, Glòria Sabaté e Lourdes Soriano (eds.), "Prenga xascú ço qui millor li és de mon dit": Creació, recepció i representació de la literatura medieval, San Millán de la Cogolla, Cilengua, 2021, pp. 771-783.

Os dois últimos versos transcritos no campo de edição diplomática do contexto do engaste correspondem à interpolação de versos de outro romance (ver a ficha relativa a "Por Guadalquivir arriba" no seguinte enlace).

https://relitrom.pt/index.php/base-de-dados/catalogo-literario/details/1/249
Autoria
Manuel Pereira d'Océm
Desconhecido
Desconhecido
  • XVI

O editor oitocentista da composição quadro, Visconde de Juromenha, atribuiu a autoria do texto a Luís de Camões (Obras de Luiz de Camões precedidas de um ensaio biographico no qual se relatam alguns factos não conhecidos da sua vida augmentadas com algumas composições ineditas do poeta pelo Visconde de Juromenha, IV, Lisboa, Imprensa Nacional, 1863, pp. 154-159). Carolina M. de Vasconcelos contestou-a e a crítica mais recente também não a corrobora. Isabel de Almeida não considera que "Camões escrevesse cartas em verso, ou, melhor, composições que concebesse e desejasse catalogar como tal. O pormenor não é despiciendo, antes casa com o que parece ter sido uma deliberada distância do poeta relativamente a cultores do género" (Isabel de Almeida, "Cartas" in Vítor Manuel Aguiar e Silva (coord.), Dicionário de Luís de Camões, Alfragide, Caminho, 2011, p. 242).

Composição ou secção quadro

Trovas de Manuel Pereira d'Océm, estando em Arzila, a um seu amigo qu'estava em Portugal, em que lhe dava novas de si e da terra

Mandastes-me pedir novas

Lírico
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  • Espanhol
Sim
  • Paródica
Obra

[Textos literários, históricos e políticos em prosa e em verso relacionados com o reinado de D. Sebastião e com D. Catarina de Áustria], COD. 8920, Biblioteca Nacional de Portugal, fol. 38r.

  • Miscelânea
  • Português
  • Espanhol
Romance de origem

Ver também a ficha disponível através do seguinte enlace, dado que o verso de origem figura igualmente no romance "Antequera pide auxilio a su rey" (IGR 0054).

1338 - Llanto del rey Chico

cercado de Caualleros | la flor de la moreria

El año de quatrociẽtos | que nouenta y dos corria

Folheto de cordel

Aqui comiçan tres Romances, el primero es sobre la poderosa armada  truxo el gran Turco Soliman sobre la ciudad de Viena, en el Archiducado de Austria, y como se retiro con gran perdida de su armada. Y ha se de cantar al tono que tocan alarma Juana. El segundo es, de quando el Rey chico perdio a Granada, y de lo que a la salida para el alpuxarra le subcedio. El tercero es el Romance que dize de Antequera partio el Moro. Con vn villancico nueuo al cabo, que trata del nueuo traje de los moriscos de Granada. Agora nueuamente impressas, en Granada en casa de Hugo de Mena. Año de mil y quinientos y sesenta y ocho (Pliegos poéticos españoles de la Biblioteca Universitaria de Cracovia, I, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1975, n.º 7).

  • Zona Intermédia
Não
Não