A ellos compadre a ellos, que ellos xaboneros ſone. | ... | Que nunca vi xaboneros vender tambien ſu xabone.
A ellos compadre, a ellos, que ellos xaboneros sone. | ... | Que nunca vi xaboneros vender tan bien su xabone.
Vilh. A ellos compadre a ellos, que ellos xaboneros ſone. | Mil. Ia cuyda que os leua todos de vencida. | Vilh. Que nunca vi xaboneros vender tambien ſu xabone. | Mil. Querolhe falar: & mais ainda ſobre tudo tal melodia de garganta. | Vilh. O Miluo onde eſtava eu que te nã via. | Mil. Em outra parte. | Vilh. Dizes verdade. Pois ainda eſte ençarramento dura? | Mil. Eu quebrarey todos eſtes encantamentos: mas que xaboneros eraõ aquelles. | Vilh. Ah, ah. Ouuiſte? vay homem aſſi ás vezes cuydando em al.
Vilhalpando A ellos compadre, a ellos, que ellos xaboneros sone. | Milvo Já cuida que os leva todos de vencida. | Vilhalpando Que nunca vi xaboneros vender tan bien su xabone. | Milvo Quero-lhe falar. E mais ainda, sobretudo tal melodia de garganta. | Vilhalpando Oh, Milvo, onde estava eu que te não via? | Milvo Em outra parte. | Vilhalpando Dizes verdade. Pois ainda este ençarramento dura? | Milvo Eu quebrarei todos estes encantamentos. Mas que xaboneros eram aqueles? | Vilhalpando Ah, ah, ouviste? Vai homem assi às vezes cuidando em al.
Miranda, Francisco Sá de, Comédia dos Vilhalpandos (1560), Centro de Estudos de Teatro, Teatro de Autores Portugueses do Séc. XVI, www.cet-e-quinhentos.com [10/02/2022].
Vasconcelos, Carolina Michaëlis de, “Estudos sobre o Romanceiro peninsular. Romances velhos em Portugal”, Cultura española, X, 1908, pp. 504-505.
Catalán, Diego, “Los Jaboneros derrotan a Don Juan de la Cerda (1357)”, Siete siglos de romancero, Madrid, Gredos, 1969, pp. 57-81.
Comédia dos Vilhalpandos
Põ. Boa seja a vinda Mario
Comedia dos Vilhalpandos, Feita polo Doutor Francisco de Sà de Miranda. Agora nouamente impressa em Coimbra, em casa de Antonio de Maris. 1560. Com Priuilegio [fol. 35v].
A tradição antiga não nos legou qualquer versão deste romance noticiero, que foi estudado por Diego Catalán, em “Los Jaboneros derrotan a Don Juan de la Cerda (1357)”, a partir da sua presença em obras literárias do século XVI.