Revisões literárias: a aplicação criativa de romances velhos (sécs. XV-XVII)

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Engaste

Edição diplomática do engaste

vamonos ꝺixo mi tio

Edição moderna do engaste

Vámonos dixo mi tío

Edição diplomática do contexto do engaste

Feyti. E que cantigas cãtais. | Ama. A criancinha ꝺeſpida. | eu me ſam ꝺona Giralda, | ꞇ tambem, valme Lian, | ꞇ ꝺe pequena matais am, | ꞇ em Paris eſtaa Donalda. | Dime tu ſeña ꝺi | vamonos ꝺixo mi tio, | ꞇ leuademe p el rio, | ꞇ tambem Calbi a bi, | ꞇ leuantey me hum ꝺia | lunes ꝺe manhana, | ꞇ muliana muliana, | ꞇ nam venhais alegria. | E outras muytas ꝺeſtas tais | Feyti. Deytay no berço a ſenha | embalay ꞇ cantay a | veremos como cantais.

Fac-símile
Edição moderna do contexto do engaste

Feiticeira   E que cantigas cantais? | Ama   A criancinha despida | Eu me sam dona Giralda | e também Val-me Lianor | De pequena matais amor | Em Paris está don’Alda. | Dime tú señora di | Vámonos dixo mi tío | e Levade-me por el río | e também Calbi orabi | Levantei-me um dia | lunes de mañana | e Muliana Muliana | Nam venhais alegria. | E outras muitas destas tais. | Feiticeira   Deitai no berço a senhora | embalai e cantai ora | veremos como cantais.

Referência da identificação do engaste

Vasconcelos, Carolina Michaëlis de, “Estudos sobre o Romanceiro peninsular. Romances velhos em Portugal”, Cultura española, IX, 1908, p. 118.

Fac-símile 
Idioma do engaste
  • Espanhol
Notas ao engaste

1. O significado e funcionalidade deste engaste foram analisados por Teresa Araújo no estudo "O sentido de algumas evocações vicentinas a romances velhos" (in Portugal e Espanha: Diálogos e Reflexos Literários, Faro, Lisboa, Centro de Estudos Literários e Linguísticos e Instituto de Estudos sobre o Romanceiro Velho e Tradicional, pp. 47-53).

2. Para os restantes engastes romancísticos presentes neste enunciado, ver as fichas relativas a "Em Paris está don’Alda", "Levantei-me um dia | lunes de mañana" e "Muliana Muliana".

Autoria

Autor do engaste
Gil Vicente
Tipo de assinatura do autor
  • Identificada
Ano de nascimento do autor
Desconhecido
Ano de falecimento do autor
1537
Século de atividade do autor
  • XVI
Notas sobre o autor

Composição ou secção quadro

Título da composição ou secção quadro

Livro segvndo, que he das comedias. Segue se o segundo liuro das comedias, & esta primeyra he repartida em tres cenas. Foy feyta ao muyto poderoso & nobre Rey dom Ioam o terceyro, sendo principe. Na era do Redemptor de M.D.XXI.

Incipit  da composição ou secção quadro

[Licenciado] En tierra de campos, alla en Castilla

Género literário da composição ou secção quadro
Dramático
Idioma da composição ou secção quadro
  • Português
  • Espanhol
Referência da edição moderna

Vicente, Gil, Comédia de Rubena, Centro de Estudos de Teatro, Teatro de Autores Portugueses do Séc. XVI, www.cet-e-quinhentos.com [11/04/2019].

Reelaboração discursiva do verso de origem do engaste
Não
Reelaboração semântica do verso de origem do engaste
Paródica

Obra

Referência da obra

Copilacam de todalas obras de Gil Vicente, a qual se reparte em cinco livros. O Primeyro he de todas suas cousas de deuaçam. O segundo as comedias. O terceyro as tragicomedias. No quarto as farsas. No quinto as obras meudas. Imprimiose em a muy nobre e sempre leal cidade de Lixboa em casa de Ioam Aluarez impressor del Rey nosso Senhor. Anno de 1562, fols. XCIv-XCIIr.

Género literário da obra
  • Dramático
Idioma da obra
  • Português
  • Espanhol
Notas à obra

Esta obra encontra-se disponível na coleção digital da Biblioteca Nacional de Portugal, http://purl.pt/11494 [11/04/2019].

Proveniência textual do engaste

Título e IGR do romance
0087 - Gaiferos y Galván

Tradição Antiga

Verso do romance de proveniência

Vamonos dixo mi tio | a Paris essa cibdad

Vamonos dixo mi tio | en paris essa ciudad (3SR1551)

Vamo nos dixo el mi tio | en Paris essa ciudad (PPragaI; NDB)

Incipit do romance de proveniência

Vamonos dixo mi tio | a Paris essa cibdad

Vamonos dixo mi tio | en paris essa ciudad (3SR1551)

Vamo nos dixo el mi tio | en Paris essa ciudad (PPragaI; NDB)

Testemunhos antigos do romance

Livros

Cancionero de Romances en qve estan recopilados la mayor parte delos romances castellanos que fasta agora sean compuesto. En Enveres, En casa de Martin Nucio, fol. 105v (Cancionero de Romances impreso en Amberes sin año, edición facsimil con una introducción por R. Menéndez Pidal, Madrid, Junta para Ampliación de Estudios, Centro de Estudios Históricos, 1914).

Romances en que estan recopilados la mayor parte de los Romances castellanos que fasta agora sean cõpuesto. Impreso acosta de Guillermo de Miles mercader de Libros. 1550, fol. cxjr.

Cancionero de Romances en qve estan recopilados la mayor parte de los Romances Castellanos que hasta agora se han compuesto. Nueuamente corregido emendado y añadido en muchas partes. En Enveres, En casa de Martin Nucio, 1550, fol. 105v (Cancionero de Romances de 1550, edición facsímil, estudio de Paloma Díaz–Mas, coordinación de la edición de José J. Labrador Herraiz, México, Frente de Afirmación Hispanista, A. C., 2017).

Cancionero de Romances en que estan recopilados la mayor parte de los Romances Castellanos, que hasta agora se han compuesto. Nueuamente corregido, emendado, y añadido en muchas partes. En Anvers, En casa de Martin Nucio, a la enseña de las dos Cigueñas, 1555 (reproduz a edição de Martin Nucio, 1550).

Cancionero de Romances en que estan recopilados la mayor parte de los Romances Castellanos, que hasta agora se han compuesto. Nueuamente corregido, emendado, y añadido en muchas partes. En Anvers, En casa de Philippo Nucio, 1568 (reproduz a edição de Martin Nucio, 1550).

Cancionero de Romances. En que estan recopilados a mayor parte delos Romãces Castellanos, que hasta agora se han compuesto. Nvevamente corregido, emendado, y añadido en muchas partes. Impresso com licencia del supremo Consejo, En Lisboa, En casa de Manuel de Lyra, 1581 (reproduz a edição de Martin Nucio, 1550).

3SR1551: Tercera Parte de la Silua de varios Romances. Lleua la misma orden que las otras. Impressa en Caragoça por Steuan. G. de Nagera. 1551, fol. cvv (Tercera parte de la Silua de varios Romances, edición facsímil, estudio de Vicenç Beltran, coordinación de la edición de José J. Labrador Herraiz, México, Frente de Afirmación Hispanista, A. C., 2017).

Folhetos de cordel

Siguense cinco Romances: los dos primeros son del infante Gayferos, El tercero: Domingo era de Ramos. El quarto: de Lucrecia la casta Romana El quinto: de la Reyna doña Maria Daragon (Pliegos poéticos españoles en la Universidad de Praga, I, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1960, n.º 24).

Siguẽse dos Romãces de Gayferos: en los quales se cõtiene como mataron a don Galuan (Vicente Castañeda y Amalio Huarte, Nueva Colección de pliegos sueltos, Madrid, Tipografía de Archivos, 1933, n.º 2; Pliegos poéticos góticos de la Biblioteca Nacional de Madrid, III, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1958, n.º 125).

Siguense dos romances de Gayferos: en los quales se contiene đ como mataron a don Galuã (Antonio Rodríguez-Moñino, Los Pliegos poéticos de la colección del Marqués de Morbecq (Siglo XVI), Madrid, Estudios Bibliográficos, 1962, n.º 5; Diego Catalán, La Dama y el pastor. Romance. Villancico. Glosas. Romancero tradicional de las lenguas hispánicas (español-portugués-catalán-sefardí), vols. X-XI, Madrid, Gredos, 1977, pp. 32-33).

Siguẽse dos romances de Gayferos: en  se cõtiene como matarõ al cõde dõ galuã (Pliegos poéticos góticos de la Biblioteca Nacional de Madrid, IV, Madrid, Joyas Bibliográficas, n.º 162).

Romãce de la reyna Troyana glosado: y vn Romance de Amadis: hecho por Alonso de Salaya. Con dos romãces de Gayferos: en los quales se cõtiene como mataron a don Galuan (Mercedes Fernández Valladares y Víctor Infantes, Pliegos cántabros del siglo XVI (poesía), Santander, Cuévano, 1985, pp. 53-60).

PPragaI: Aqui comiença vn romãce del cõde Guarinos Almirãte de la mar: y trata como lo captiuaron los moros. Y otros dos romances de Gayferos: en los quales se contiene como mataron a Galuan. Y vnas coplas hechas por Rodrigo de Reynosa (Pliegos poéticos españoles en la Universidad de Praga, I, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1960, n.º 22).

NDB: Cinco Romances. El primero que dize. Estaua se la condessa. El segundo que dize. Uamo nos dixo mi tio. El tercero que dize. De Merida sale el Palmero. El quarto dize. Muerto queda Durandarte. El quinto que dize. Herido está don Tristan (Antonio Rodríguez-Moñino, Nuevo Diccionario bibliográfico de pliegos sueltos poéticos (siglo XVI), edición corregida y actualizada por Arthur L.-F. Askins y Víctor Infantes, Madrid, Editorial Castalia, 1997, n.º 768.2).

Posição do verso no romance
  • Incipit
Tradição Moderna
Presença do romance na tradição moderna portuguesa
Não
Presença do romance nas restantes tradições modernas pan-hispânicas
Sim
Notas sobre a tradição moderna