Revisões literárias: a aplicação criativa de romances velhos (sécs. XV-XVII)

Imprimir

Engaste

Edição diplomática do engaste

Vamonos dixo, mi tio, a Paris ea ciudad [...] No en trajes de Romeros, porque no os conoſca Galuan

Edição moderna do engaste
Edição diplomática do contexto do engaste

Com eſta reſoluçaõ ſe meteo o capitaõ mór em hũa galueta, & foi correndo a armada a darlhe auiſo do que auiaõ de fazer. E prepaando pella galeota de dõ Iorge de Meneſes, chamando por elle, lhe die aquellas palauras do romance velho: Vamonos dixo, mi tio, a Paris ea ciudad. Dandolhe a entender, que eſtaua aentado paar auante pera a fortaleza. E dom Iorge de Meneſes lhe reſpondeo muito apreado, com o meſmo romance: No en trajes de Romeros, porque no os conoſca Galuan.

Fac-símile
Edição moderna do contexto do engaste
Referência da identificação do engaste

Michaëlis de Vasconcelos, Carolina, “Estudos sobre o Romanceiro peninsular. Romances velhos em Portugal”, Cultura española, IX, 1908, pp. 118-119.

Fac-símile 
Idioma do engaste
  • Espanhol
Notas ao engaste

Autoria

Autor do engaste
Diogo do Couto
Tipo de assinatura do autor
  • Identificada
Ano de nascimento do autor
1542
Ano de falecimento do autor
1616
Século de atividade do autor
  • XVII
Notas sobre o autor

Composição ou secção quadro

Título da composição ou secção quadro

Livro nono, da setima decada, da historia da India. Capitvlo XII. Do que aconteceo a dom Antonio de Noronha em Surrate, & dos recados que passaraõ antre elle, & o Cedemecan. E de como ganhou hũa estancia ao Chinguiscan, & lhe tomou a artelharia; & da batalha que lhe deu em campo, em que o desbaratou, & lhe fez aleuantar o cerco que tinha posto àquella fortaleza.

Incipit  da composição ou secção quadro

Deixamos neste capitulo atras dom Antonio de Noronha chegado ao rio de Surrate

Género literário da composição ou secção quadro
Historiográfico
Idioma da composição ou secção quadro
  • Português
  • Espanhol
Referência da edição moderna
Reelaboração discursiva do verso de origem do engaste
Sim
Reelaboração semântica do verso de origem do engaste
Paródica

Obra

Referência da obra

Decada setima da Asia dos feitos qve os portvgveses fizeraõ no descobrimento dos mares, & conquista das terras do Oriente: em quanto gouernaraõ a India dom Pedro Mascarenhas, Francisco Barreto, dom Constantino, o Conde do Redondo dom Francisco Coutinho, & Ioaõ de Mendoça. Composta por mandado dos muito Catholicos, & inuenciueis Monarchas d'Espanha, & Reys de Portugal dom Felipe de gloriosa memoria, o primeiro deste nome; & de seu filho dom Felipe nosso senhor, o segundo do mesmo nome. Por Diogo do Covto chronista, & guarda mor da torre do tombo do estado da India. Com licença do supremo conselho da santa & geral Inquisiçaõ dos reinos de Portugal, & do Ordinario, & Paço. Em Lisboa, por Pedro Craesbeeck. Anno 1616. Com Preuilegio Real. Vendese na rua noua em casa de Mateus de Matos, fols. 198v-199r.

Género literário da obra
  • Historiográfico
Idioma da obra
  • Português
  • Espanhol

Proveniência textual do engaste

Título e IGR do romance
0087 - Gaiferos y Galván

Tradição Antiga

Verso do romance de proveniência

Vamonos dixo mi tio | a Paris essa cibdad

Vamonos dixo mi tio | en paris essa ciudad (3SR1551)

Vamo nos dixo el mi tio | en Paris essa ciudad (PPragaI; NDB)

[...]

en figura de romeros | no nos conozca galuan

Incipit do romance de proveniência

Vamonos dixo mi tio | a Paris essa cibdad

Vamonos dixo mi tio | en paris essa ciudad (3SR1551)

Vamo nos dixo el mi tio | en Paris essa ciudad (PPragaI; NDB)

Testemunhos antigos do romance

Livros

Cancionero de Romances en qve estan recopilados la mayor parte delos romances castellanos que fasta agora sean compuesto. En Enveres, En casa de Martin Nucio, fol. 105v (Cancionero de Romances impreso en Amberes sin año, edición facsimil con una introducción por R. Menéndez Pidal, Madrid, Junta para Ampliación de Estudios, Centro de Estudios Históricos, 1914).

Romances en que estan recopilados la mayor parte de los Romances castellanos que fasta agora sean cõpuesto. Impreso acosta de Guillermo de Miles mercader de Libros. 1550, fol. cxjr.

Cancionero de Romances en qve estan recopilados la mayor parte de los Romances Castellanos que hasta agora se han compuesto. Nueuamente corregido emendado y añadido en muchas partes. En Enveres, En casa de Martin Nucio, 1550, fol. 105v (Cancionero de Romances de 1550, edición facsímil, estudio de Paloma Díaz–Mas, coordinación de la edición de José J. Labrador Herraiz, México, Frente de Afirmación Hispanista, A. C., 2017).

Cancionero de Romances en que estan recopilados la mayor parte de los Romances Castellanos, que hasta agora se han compuesto. Nueuamente corregido, emendado, y añadido en muchas partes. En Anvers, En casa de Martin Nucio, a la enseña de las dos Cigueñas, 1555 (reproduz a edição de Martin Nucio, 1550).

Cancionero de Romances en que estan recopilados la mayor parte de los Romances Castellanos, que hasta agora se han compuesto. Nueuamente corregido, emendado, y añadido en muchas partes. En Anvers, En casa de Philippo Nucio, 1568 (reproduz a edição de Martin Nucio, 1550).

Cancionero de Romances. En que estan recopilados a mayor parte delos Romãces Castellanos, que hasta agora se han compuesto. Nvevamente corregido, emendado, y añadido en muchas partes. Impresso com licencia del supremo Consejo, En Lisboa, En casa de Manuel de Lyra, 1581 (reproduz a edição de Martin Nucio, 1550).

3SR1551: Tercera Parte de la Silua de varios Romances. Lleua la misma orden que las otras. Impressa en Caragoça por Steuan. G. de Nagera. 1551, fol. cvv (Tercera parte de la Silua de varios Romances, edición facsímil, estudio de Vicenç Beltran, coordinación de la edición de José J. Labrador Herraiz, México, Frente de Afirmación Hispanista, A. C., 2017).

 

Folhetos de cordel

Siguense cinco Romances: los dos primeros son del infante Gayferos, El tercero: Domingo era de Ramos. El quarto: de Lucrecia la casta Romana El quinto: de la Reyna doña Maria Daragon (Pliegos poéticos españoles en la Universidad de Praga, I, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1960, n.º 24).

Siguẽse dos Romãces de Gayferos: en los quales se cõtiene como mataron a don Galuan (Vicente Castañeda y Amalio Huarte, Nueva Colección de pliegos sueltos, Madrid, Tipografía de Archivos, 1933, n.º 2; Pliegos poéticos góticos de la Biblioteca Nacional de Madrid, III, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1958, n.º 125).

Siguense dos romances de Gayferos: en los quales se contiene đ como mataron a don Galuã (Antonio Rodríguez-Moñino, Los Pliegos poéticos de la colección del Marqués de Morbecq (Siglo XVI), Madrid, Estudios Bibliográficos, 1962, n.º 5; Diego Catalán, La Dama y el pastor. Romance. Villancico. Glosas. Romancero tradicional de las lenguas hispánicas (español-portugués-catalán-sefardí), vols. X-XI, Madrid, Gredos, 1977, pp. 32-33).

Siguẽse dos romances de Gayferos: en  se cõtiene como matarõ al cõde dõ galuã (Pliegos poéticos góticos de la Biblioteca Nacional de Madrid, IV, Madrid, Joyas Bibliográficas, n.º 162).

Romãce de la reyna Troyana glosado: y vn Romance de Amadis: hecho por Alonso de Salaya. Con dos romãces de Gayferos: en los quales se cõtiene como mataron a don Galuan (Mercedes Fernández Valladares y Víctor Infantes, Pliegos cántabros del siglo XVI (poesía), Santander, Cuévano, 1985, pp. 53-60).

PPragaI: Aqui comiença vn romãce del cõde Guarinos Almirãte de la mar: y trata como lo captiuaron los moros. Y otros dos romances de Gayferos: en los quales se contiene como mataron a Galuan. Y vnas coplas hechas por Rodrigo de Reynosa (Pliegos poéticos españoles en la Universidad de Praga, I, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1960, n.º 22).

NDB: Cinco Romances. El primero que dize. Estaua se la condessa. El segundo que dize. Uamo nos dixo mi tio. El tercero que dize. De Merida sale el Palmero. El quarto dize. Muerto queda Durandarte. El quinto que dize. Herido está don Tristan (Antonio Rodríguez-Moñino, Nuevo Diccionario bibliográfico de pliegos sueltos poéticos (siglo XVI), edición corregida y actualizada por Arthur L.-F. Askins y Víctor Infantes, Madrid, Editorial Castalia, 1997, n.º 768.2).

Posição do verso no romance
  • Incipit
Tradição Moderna
Presença do romance na tradição moderna portuguesa
Não
Presença do romance nas restantes tradições modernas pan-hispânicas
Sim
Notas sobre a tradição moderna