Cancionero musical de Barcelona, ms. M.454, Biblioteca de Catalunya, Barcelona, fol. cxliiijr.
RISM: E-Bbc 0454
los bracos trayo
Los braços traygo...
(Valcárcel Rivera 1993: 978)
peñalosa [fol. cxliiijr.]
Aguirre Rincón, Soterraña e Ballesteros Valladolid, Pablo (coord.), “Francisco De Peñalosa. Los braços trayo cansados, Cancionero Musical de Barcelona”, in Contrapunto, www.contrapunto.uva.es (consultado em 30 de agosto de 2024)
Valcárcel Rivera, Carmen, La realización y transmisión musical de la poesía en el Renacimiento español (Dissertação de Doutoramento), Madrid, Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Autónoma de Madrid, 1994.
Archive of Iberian Popyphony
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1. A transcrição moderna da melodia foi feita segundo as normas constantes nos critérios editoriais do catálogo RELIT-Rom.
2. A estrutura musical é bipartida: duas longas partes, cada uma terminando com uma cadência (assinalada com a suspensão ).
3. A melodia está na voz do tenor, que é a única com indicação do incipit, e tem valores rítmicos longos, predominantemente de breve e semibreve. As outras duas vozes, escritas respectivamente acima e abaixo da melodia principal, têm uma textura muito contrapontística, com várias entradas imitativas, pausas, desfasamento das vozes e figuras rímicas mais curtas com predominância de mínimas e semínimas, uso de saltos melódicos grandes, que chegam a exceder o intervalo de oitava. O tempo é binário. A tessitura, ou âmbito intervalar, das vozes superior e inferior é muito grande: uma oitava e meia no soprano e quase duas oitavas no baixo. Tudo isto sugere claramente que esta peça se destine à realização instrumental.
4. Compare-se com a versão de Valderrábano, a versão de Millán do Cancionero musical de Palacio, e a versão que aparece no Cancioneiro de Paris.