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Revisões literárias: a aplicação criativa de romances antigos (sécs. VX-XVIII)
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Revisões literárias: a aplicação criativa de romances antigos (sécs. VX-XVIII)
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Revisões literárias: a aplicação criativa de romances antigos (sécs. VX-XVIII)
Testemunhos musicais
date_time
2022-11-24 09:40:27
0040 - ¡Ay de mi Alhama! (á-a)
Diego Pisador
  • Melodia acompanhada (uma voz e instrumento)

paſſeauaſe el rey moro | por la ciudad de Granada. | quãdo le vinieron nueuas | que alhama era ganada | ay mi alhama.

PASSEAVA SE EL REY MORO A QVATRO LAS TRES TAÑIDAS Y LA OTRA cantada entona ſe la primera en ſegundo traſte. [fol. vv]

Binkley, Thomas e Frenk Alatorre, Margit, Spanish romances of the sixteenth century, Bloomington, Indiana University Press, 1995.

Gértrudix Barrio, Felipe & Roa Alonso, Francisco, El libro de música de vihuela de Diego Pisador (1552). Estudio y transcripción, Madrid, Editorial Pygmalión, 2002.

Gómez Muntané, María del Carmen (ed.), Historia de la música en España e Hispanoamérica: de los Reyes Católicos a Felipe II, vol. 2, Madrid, Fondo de Cultura Económica, 2012. 

Jacobs, Charles, A Spanish Renaissance Songbook, PA and London, The Pennsylvania State University Press, 1988.

Morphy, G., Les Luthistes espagnols du XVIe Siècle, traduzido por Hugo Riemann, vol. 1, Leipzig, Breitkopf & Härtel, 1902.

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Rubio de la Iglesia, Fernando, "Las melodías populares en «De Musica libri septem», de Francisco de Salinas: estudio comparado de algunos ejemplos", in Garcia Pérez, Amara e Otaola González, Palome (coord.), Francisco de Salinas: música, teoría y matemática en el Renacimiento, Salamanca, Ediciones Universidad de Salamanca, 2014, pp. 219-253.

1. A transcrição moderna da melodia foi feita segundo as normas constantes nos critérios editoriais do catálogo musical RELIT-Rom

2. O sistema de notação utilizado por Diego Pisador é o mesmo utilizado por Enríquez de Valderrábano e Luis de Narváez.

3. As barras verticais usadas na presente transcrição reproduzem a grafia original do tactus e não devem ser confundidas com as modernas barras de compasso, de acordo com os critérios editoriais deste catálogo. 

4. O autor do livro dá a indicação de que há três vozes tocadas e uma voz cantada, sendo esta entoada na primeira corda, no segundo traste. De forma atípica, em relação às indicações que fornece para as restantes versões musicadas de romances, o autor do livro de música apresenta aqui a linha vocal grafada numa pauta na qual desenha a clave de sol na terceira linha, deixando o sistema de tablatura para a realização instrumental. Temos assim uma linha vocal escrita numa notação específica para a voz, em que a melodia está escrita com grande detalhe em vez de perdida na tablatura instrumental. Isto sugere tratar-se de uma melodia menos conhecida, para cuja execução seria necessário tomar certos cuidados.

5. Quanto à afinação da vihuela para a parte instrumental: uma vez que a linha da voz (indicada na referida pauta vocal) começa com a nota lá e o autor indica que essa voz será entoada no segundo traste da primeira corda, resulta que a primeira corda seja a corda sol. Respeitando as relações intervalares das cordas da vihuela, temos então a afinação do instrumento da seguinte forma (vihuela em sol):

  

6. Esta versão mantém o desenho intervalar característico, com a repetição do motivo inicial seguida de descida à quarta inferior. Compare-se com as versões musicadas do romance "¡Ay de mi Alhama!" feitas por Luis de Narváez, Luis Venegas de Henestrosa e Miguel de Fuenllana.