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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Artur Vós deveis ser perdido por damices, e querê-las-eis que sejam um chocalho ou pandeiro e eu vou noutra bolta Riberas del Doro arriba. Não quero molher que me passe pela casa nos bicos dos pés, com torcicolos e o corpo de engonços e mesuras requebradas, sem mais cuidado da casa, e, quando muito, de ouciosa, faz algũa hora desfiados. |
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0318 - Riberas de Duero arriba |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
O mantedor se recolheu, com furioso aspecto e descontente de não poder satisfazer-se de seu contrário; pudera-se dizer por ele Por el otro que se le iva, las barbas se está messando e tudo se dele devia esperar, mas os fados repartem suas horas e esforçam seus desastres onde acham resistência. |
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0318 - Riberas de Duero arriba |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Fileno Parece-me que não quereis ver outro no mundo senão vós. | Parasito Porquê, sou eu vadio? | Fileno Não, senão oficial de teu ofício teu imigo. | Parasito Sei que estais tredoro. Ora vos digo que vós e Calainos de Arábia fizéreis vida extremada. Fiz agora certos pés a Vi Joana e mais Francisca ambas ir lavar ao mar que vos matarão. |
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0609 - Calaínos y Sevilla |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Cariófilo Deos diante e olhai o que fazeis. Começai per palavras meigas, graves e de crédito, poucas e certas, que digam o vosso e o das patas. E se virdes que é bem, não seria muito mau poer-lhe copra no cabo, com alguns gatimanhos que decrarem vossa tenção, coração assetado ou nas unhas de leão, e por aqui, com ũa letra que diga: «Por amor de vós, senhora, passe yo la mar salada». |
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0609 - Calaínos y Sevilla |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
[Cariófilo] Porque amor toda sua guerra faz per contraminas, assi que per tal rezão e tal, não vos há de sentir, salvo quando lhe levantardes a bandeira no muro, porque se vos entendem d'antemão, escandalizam-se e levantam-se como pássaras das telas. Donde olhos que las viram ir, etc. E se lhes parece que sois boi. Andrade Mas asno. Maldita cousa que lhe eu entendo, e ele muito confiado, cuida que fala bocados d'ouro. |
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0042 - Durandarte envía su corazón a Belerma |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Alcino Senhor, vós haveis de perdoar que são descortesias de amantes, y los erros por amores dignos son de perdonare. Como se homem embebeda naquela doçura de saber, que faz, que diz, disse isto, dizei-lhe estoutro, é o mesmo rio Leteu que vos faz esquecer tudo e de vós próprio, um néctar e ambrósia dos deoses que nunca farta nem enfastia. |
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0366 - Conde Claros preso |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Tu, Lançarote do Lago, | que as glórias de amor houveste. || De damas servido, amado | da dona a quem mais quiseste, | com dano dos traidores, | à morte a que te rendeste. |
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0530 - Lanzarote y el orgulloso |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
[Parasito] Que dizeis agora, monseor de Laxao? Este meco não é de uns porretas que grosam Retraída está la infante e Pera qué paristes madre? E isto me não podeis negar, ter sempre novidade em meus propósitos. |
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0503 - Conde Alarcos |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
[Parasito] E pois vos prezais de profundo, olhai-me lá pelo virote, se entendeis este português dos arrabaldes de Côa. Congelaram-se os desejos de meus pensamentos mestiços ao passar dos Alpes, eu pera os fazer corridios fiz-lhe um emplastro de sândalos e óleo de Pregonadas son las guerras de Francia contra Aragone. Quis Deos que tomaram fogo e todavia sempre se sintem em toda mudança de tempo, que é um perjudicial cometa. Lancei três e ás, vim a entabolar com senas e dizia a sorte no sino de libra. |
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0231 - Doncella guerrera |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Rocha Pois muito saberá quem lhe tirar da cabeça que é a suma da cortesania e discrição, e essa é ela, a parvoíce refinada: grande confiança e pouca posse são gentis partes para medrar para alfeloeiro. | Dinardo Pregonadas son las guerras de Francia contra Aragone. | Rocha O que ele tem para seu remédio, gentil voz. | Cardoso Tal seja sua vida e a minha pois o demo assi o quis. | Dinardo Como las haría triste, viejo, cano y pecador... Ah, pesar de Mafoma. | Cardoso Quebrou-lhe a prima, inde bem. |
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0231 - Doncella guerrera |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
[Parasito] E assi em o sobredito senhor Cupido com seus brincos de cão, começando a fazer seu ofício por a paciência, que alegrias tristes, tristezas contentes, cuidados desesperados, desejos impossíveis com suas mágoas de cada hora, delido tudo em Pera qué paristes madre un hijo tan desdichado, é a estopada com que de presente socorrem a suas desgraças os sadios que topareis sem errar passada (porque não quero que vão sem meus recados) entre Tejo e Guadiana ao socairo de seus fingimentos. |
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N/A- Descubrase mi pensamiento |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
[Parasito] Que dizeis agora, monseor de Laxao? Este meco não é de uns porretas que grosam Retraída está la infante e Pera qué paristes madre? E isto me não podeis negar, ter sempre novidade em meus propósitos. |
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N/A- Descubrase mi pensamiento |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
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N/A- Descubrase mi pensamiento |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Artur Mais vos digo que não me pesaria ver-lhe passear a carreira, porque me satisfaz o que vejo. Ela me parece ũa bela dama e desenfadadiça para toda honesta conversação. | Germínio Muito vos engolfais nas esperanças, olhai em que o tendes, que nada se esperou que se alcance sem muito custo. Aquela bela mal-maridada não se toma com fita vermelha |
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0281 - La bella malmaridada |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Eu vi já cavaleirão dos da guarda, antigo como espada de lobo, contar por timbre de suas façanhas que tirara freira de mosteiro per chaminé. E haveis de pressupor que a gentil senhora viria mais ferrugenta que alvião achado em pardieiro, e ele cuidava que tirava covão de aljôfar. Mas isto, senhor meu, passou já com as soberbas dos balandraus, e todas essoutras antigualhas de Por aquel postigo viejo, Buen conde Fernam Gonçalvez. |
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0034 - Entierro de Fernandarias |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Barbosa Pois dir-vos-ei como será pera que a cousa corra por sua ordem. A la misma hora darei rebate a quatro rufistas da minha cevadeira por que em um assopro dizendo e fazendo lhe lancemos as portas fora do couce e lhe façamos buscar meijoada per esses telhados. Pois Parasito? Si el caballo bien corría, la yegua mejor volaba. Muito mais ligeiro é dos pés que da língua |
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0045 - El moro que reta a Valencia |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Filomela Pois enforquem-se em bom dia claro. Quando noutro dia viemos em prática ambos sobre vosso amigo Germínio Soares me dissestes que vos viera às orelhas essa sospeita. Aulegrafia Pois si, mas agora mo certificaram, que não havia dúvida, quem o tem sabido por uns certos canos de Carmona. |
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0109 - Valdovinos suspira |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
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0366 - Conde Claros preso |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Cardoso Muito pareceis vós agora bilhafrão esgalgado, que fez presa em grande trilhoada de negalhos de tripas e escapou-lhe das unhas de confiado, e faz furto no ar com viu, viu, porque vós fazei conta que olhos que la vieron ir... | Rocha Se fôreis mais breve, tevéreis graça, mas deveis lançar mão de saca-molas, quiçá se vos dará melhor que a cortesania. |
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0042 - Durandarte envía su corazón a Belerma |
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Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Régio Senhor, senhor, fazei pausa, porque vos leva a corrente de vossas premáticas ao pego de contemptus mundi, donde se sais como outros que vejo empegados nele não haverá fateixas de tiempo bueno nem arrepique de rei dom Sancho, rei dom Sancho, no digas que no te lo digo que vos tire a lume. |
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N/A- Tiempo bueno, tiempo bueno |