|
Sem dados. Por favor selecione parametros de busca.
|
|
|
|
Jorge Ferreira de Vasconcelos |
|
|
0366 - Conde Claros preso |
|
|
|
Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Cardoso Muito pareceis vós agora bilhafrão esgalgado, que fez presa em grande trilhoada de negalhos de tripas e escapou-lhe das unhas de confiado, e faz furto no ar com viu, viu, porque vós fazei conta que olhos que la vieron ir... | Rocha Se fôreis mais breve, tevéreis graça, mas deveis lançar mão de saca-molas, quiçá se vos dará melhor que a cortesania. |
|
0042 - Durandarte envía su corazón a Belerma |
|
|
|
Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Régio Senhor, senhor, fazei pausa, porque vos leva a corrente de vossas premáticas ao pego de contemptus mundi, donde se sais como outros que vejo empegados nele não haverá fateixas de tiempo bueno nem arrepique de rei dom Sancho, rei dom Sancho, no digas que no te lo digo que vos tire a lume. |
|
N/A- Tiempo bueno, tiempo bueno |
|
|
|
Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Cardoso Foi-lhe o demo deparar à madama Dorotea um pajem de Germínio Soares em tal hora minguada, que bebe os ventos por ele, sem fazer mais comemoração do senhor Rocha, como cousa que nunca fora. | Dinardo Ora virdes vós a ser mofino em amores haveria pela mor graça do mundo. | Cardoso Pois bem lhe podemos cantar: Para qué paristes madre un hijo tan desdichado? |
|
N/A- Descubrase mi pensamiento |
|
|
|
Jorge Ferreira de Vasconcelos |
Dinardo Quando isso disserdes cantai por desvio: mis arreos son las armas, mi descanso es pelear. E se profiarem convosco mordei o versinho dizendo: quanto mais certa foi a tença de Burgos, e com isto ficais chaçando sobre todo mundo. |
|
0312 - Moriana y Galván |
|
|
|
Jorge Pinto |
Amo Levai-me a ver vossos danos. | Hóspede Visse eu isso em alguns anos. | Rodrigo Cantarei se nisso estriba | Riberas de Duero arriba | cabalgan los zamoranos. | Hóspede Tem ditos mui excelentes | Rodrigo. | Rodrigo Tiro por ambos | por ter em que ocupe os dentes | e según dicen las gentes | la miseria son entrambos. | Hóspede Não sou miséria, vilão | pois que tenho o coração | posto em minha amada Edra. |
|
0318 - Riberas de Duero arriba |
|
|
|
Jorge Pinto |
Pai Nam vos encubrais pois sei | quem sois muito em certeza. | Castelhano Fazer-me trabalhador | quero só em prova dar | de minha fé e mais senhor | já sabe erros d’amor | são dinos de perdoar. | E porque também conheço | a verdade de quem é | senhor com amor lhe peço | sua filha se a mereço | e se não que ma nam dê.
|
|
0366 - Conde Claros preso |
|
|
|
Jorge Pinto |
Inês Donde nace o querer bem? | Mendo Nace de pura afeição. | Inês Quem vos disse isso? Mendo Ninguém | porque os olhos do que vem | dão rebate no coração. | Inês Por certo que por sabido | mereceis favorecido. | Mendo O favor de vós espero. | Inês Nunca fuera caballero | de damas tam bem servido. | Mendo Isso é dobrar-me a ferida. | Inês Eu estou por vós perdida. | Mendo E eu se vos tenho ausente | ando perdido antre a gente | nem mouro nem tenho vida.
|
|
0530 - Lanzarote y el orgulloso |
|
|
|
Jorge Pinto |
Filha Virá boa. Mestre Vem nacendo. | Pai É milagre. Mestre Estar-se-á rindo | das mais que forem mais graves. | Filha Eu quero-a muito louçã | com ervas, cheiros suaves. | Mestre Far-lhe-ei que venham aves | cantar nela antemenhã. | Pai Se assi for será gentil | que o cantar ninguém no enjeita. | Mestre Pois cantar-lhe-ão a las mil | en el mes era de Abril | de Mayo antes de feita. |
|
0431 - Flérida y don Duardos |
|
|
|
Jorge Pinto |
Mestre Palra como um papagaio | porém é bom servidor. | Pai Acabai, Mestre, chamai-o. | Mestre Ah castelhano. Castelhano Señor. | Mestre Andai cá e o mais deixai-o. | Castelhano Señor, qué manda de mí? | Vem o Castelhano. | Mestre Chegai ao senhor ali. | Pai Filha, é muito bem desposto. | Filha É, por certo. Mestre E do rosto | de los más lindos que yo vi | pois não lhe cai bem na trilha. |
|
0281 - La bella malmaridada |
|
|
|
Jorge Pinto |
Rodrigo Não termos nada foi dita | que tal. [|] Amo Mandar-lh'-ei pôr mesa | como que é pera jantar | dirás que me vem buscar | que releva. [|] Rodrigo Está Veneza. | De quem zomba é o zombar | nunca quando vem traz nada. | Amo Vem só pejar a pousada. | Rodrigo Senhor, o jantar se ordene | que helo, helo por do viene | el moro por la calzada. |
|
0045 - El moro que reta a Valencia |
|
|
|
Jorge da Silveira |
¶ Por vós fezistes lembrar | a gentil mal maridada, | por vós havereis cantar, | e vós deveis de chorar | tal errada. | Sem ventura soes nacida | e eu por vos conhecer, | triste ee ja nossa vida, | e seja jaa, pois perdida | quereis ser. |
|
0281 - La bella malmaridada |
|
|
|
Luís de Camões |
Da terra vos sei dizer que é mãe de vilões ruins e madrasta de homens honrados. Porque os que se cá lançam a buscar dinheiro, sempre se sustentam sobre a água como bexigas; mas os que sua opinião deita a las armas, Mouriscote, como maré corpos mortos à praia, sabei que, antes que amadureçam, se secam. |
|
0060 - A las armas, Moriscote |
|
|
|
Luís de Camões |
Nestas casas acharão continuamente muitos Cupidos valentes, dos quais suas alcunhas são Matadores, Matistas, Matarins, Matantes e outros nomes derivados destes, porque sempre os achareis com cascos e rodelas – cum gladiis et fustibus – como se Nosso Senhor houvesse de padecer outra vez. ¶ Confesso-vos que estes me fazem fazer o mesmo. Estes, na prática, dir-vos-ão que ¶ Sus arreos son las armas, | Su descanso es pelear. ¶ Mas sei-vos dizer que, se ¶ Na paz mostram coração, | Na guerra mostram as costas, | Porque... aqui torce a porca o rabo. |
|
0522- Mis arreos son las armas |
|
|
|
Luís de Camões |
Achareis rafeiro velho, | que se quer vender por galgo: | diz que o dinheiro é fidalgo, | que o sangue todo é vermelho. | S’ ele mais alto o dissera, | este pelote pusera; | que o seu eco lhe responda, | que su padre era de Ronda, | y su madre de Antequera | e «Quer cobrir o céu c’ ũa joeira». |
|
0443 - Cautivo del renegado |
|
|
|
Luís de Camões |
Deixai a um que se abone, | diz logo de muito sengo: | villas e castillos tengo, | todos á mi mandar sone. | Então eu, que estou de molho, | com a lágrima no olho, | pelo virar do envés, | digo-lhe: tu insanus es, | e por isso não to tolho: | pois «Honra e proveito não cabem num saco». |
|
0123 - El conde Fernán González llamado a Cortes |
|
|
|
Luís de Camões |
Informado disto, veio a esta terra João Toscano, que, como se achava em algum magusto de rufiões, verdadeiramente que ali era su comer las carnes crudas, su beber la viva sangre. |
|
0151 - Gaiferos libera a Melisenda |
|
|
|
Luís de Camões |
Afuera, afuera, Rodrigo, que eu, se muito for por este caminho, darei em enfadonho. Inda que me pareça já me não livrará privilégio de cidadão do Porto. |
|
0021 - Afuera, afuera Rodrigo |
|
|
|
Luís de Camões |
Já estes que tomavam esta opinião de valentes às costas, crede que nunca ¶ Riberas del Duero arriba | Cabalgaron Zamoranos | Que roncas de tal soberbia | Entre sí fuesen hablando; ¶ e quando vêm ao efeito da obra, salvam-se com dizer que se não podem fazer tamanhas duas cousas como é prometer e dar. |
|
0318 - Riberas de Duero arriba |
|
|
|
Luís de Camões |
Outros em cada teatro | por ofício lhe ouvireis | que se matarán con tres | y lo mismo harán con cuatro. | Prezam-se de dar repostas | com palavras bem compostas; | mas, se lhe meteis a mão, | na paz mostram coração, | na guerra mostram as costas: | porque «Aqui torce a porca o rabo». |
|
0318 - Riberas de Duero arriba |