Revisões literárias: a aplicação criativa de romances velhos (sécs. XV-XVII)

Imprimir

Engaste

Título
Edição diplomática do engaste

Las bozes que iua dando | al cielo quieren subir (CCM)

las vozes que iba dando | al cielo quieren subir (MPF)

Imagem
Edição diplomática do contexto do engaste

fuio da conuercaçam | anoiame a companhia | e trago os olhos no cham | e muy alta a fantesia | como me uou alongando |  me não podem ouuir | Las bozes que iua dando | al cielo quieren subir. (CCM)

Fujo da conversação | anoja-m'a companhia | e trago os olhos no chão | e mui alta a fantesia. | Como me vou alongando | que me não podem ouvir, | las vozes que iba dando | al cielo quieren subir. (MPF)

Edição moderna do contexto do engaste
Edição moderna do engaste
Referência da identificação do engaste

Vasconcelos, Carolina Michaëlis de, “Estudos sobre o Romanceiro peninsular. Romances velhos em Portugal”, Cultura española, IX, 1908, p. 111.

Idioma do engaste
  • Espanhol
Notas ao engaste

Autoria

Autor do engaste
Manuel Pereira d´Océm
Tipo de assinatura do autor
  • Atribuída
Ano de nascimento do autor
Desconhecido
Ano de falecimento do autor
Desconhecido
Século de atividade do autor
  • XVI
Notas sobre o autor

O editor oitocentista da composição quadro, Visconde de Juromenha, atribuiu a autoria do texto a Luís de Camões (Obras de Luiz de Camões precedidas de um ensaio biographico no qual se relatam alguns factos não conhecidos da sua vida augmentadas com algumas composições ineditas do poeta pelo Visconde de Juromenha, IV, Lisboa, Imprensa Nacional, 1863, pp. 154-159). Carolina M. de Vasconcelos contestou-a e a crítica mais recente também não a corrobora. Isabel de Almeida não considera que "Camões escrevesse cartas em verso, ou, melhor, composições que concebesse e desejasse catalogar como tal. O pormenor não é despiciendo, antes casa com o que parece ter sido uma deliberada distância do poeta relativamente a cultores do género" (Isabel de Almeida, "Cartas" in Vítor Manuel Aguiar e Silva (coord.), Dicionário de Luís de Camões, Alfragide, Caminho, 2011, p. 242).

Composição ou secção quadro

Título da composição ou secção quadro

Trouas De Manoel Pereira de Sem estando em Arzla a hũ seu Amigo  estaua em Portugal em  lhe daua nouas de sy e da terra. (CCM)

Trovas de Manuel Pereira d'Océm, estando em Arzila, a um seu amigo qu'estava em Portugal, em que lhe dava novas de si e da terra (MPF)

Incipit  da composição ou secção quadro

Mandastesme pedir nouas (CCM)

Mandastes-me pedir novas (MPF)

Género literário da composição ou secção quadro
Lírico
Idioma da composição ou secção quadro
  • Português
  • Espanhol
Referência da edição moderna
Reelaboração discursiva do verso de origem do engaste
Não
Reelaboração semântica do verso de origem do engaste
Paródica
Imagem da composição ou secção quadro

Obra

Referência da obra

CCM: Cancioneiro de Corte e de Magnates. MS. CXIV/2-2 da Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Évora, edição e notas por Arthur Lee-Francis Askins, Berkeley-Los Angeles, University of California Press, 1968, p. 344.

MPF: Miscelânea Pereira de Foios, edição crítica, introdução e notas de José Miguel Martínez Torrejón, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2017, p. 119.

Género literário da obra
  • Lírico
  • Miscelânea
Idioma da obra
  • Português
  • Espanhol
Notas à obra

1. Arthur Lee-Francis Askins edita o códice conservado na Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Évora, sob a cota "Cod. CXIV/2-2", "que encerra composições desde a segunda metade do século XV até a primeira década do XVII" (Askins, 1968: 8).

2. José Miguel Martínez Torrejón edita o testemunho manuscrito do poema contido no códice 8920 da Biblioteca Nacional de Lisboa (cartapácio manuscrito não autógrafo da segunda metade do século XVI).

3. As duas obras que contêm a composição quadro pertencem a géneros literários distintos. O Cancioneiro de Corte e de Magnates é formado por composições líricas, enquanto a Miscelânea Pereira de Foios inclui textos de outros géneros, muito embora predominem os poemas: "Em prosa existem cartas régias e de personagens das cortes de Lisboa e de Madrid, a par de outros textos nas três línguas [português, castelhano e latim] referidos aos dois reinos, a maior parte do reinado de D. Sebastião, com muitos documentos relativos à rainha D. Catarina e a Filipe II, assim como aos reinados anteriores, inclusive do século XV. Há também narrativas breves sobre factos pontuais da maior variedade: a batalha de Pavia, o massacre dos cristãos-novos de Lisboa, o milagre de Santarém, além de várias coleções de provérbios" (Torrejón, 2017: 12-13).

Proveniência textual antiga

Verso do romance de proveniência

las bozes que yua dando | al cielo quieren subir

las bozes quel yua dando | al cielo quieren subir (PPragaI; PPragaII)

Incipit do romance de proveniência

Domingo era de ramos | la passion quieren dezir

Testemunhos antigos do romance

Livros

Cancionero de Romances en qve estan recopilados la mayor parte delos romances castellanos que fasta agora sean compuesto. En Enveres, En casa de Martin Nucio, fol. 229v (Cancionero de Romances impreso en Amberes sin año, edición facsimil con una introducción por R. Menéndez Pidal, Madrid, Junta para Ampliación de Estudios, Centro de Estudios Históricos, 1914).

Romances en que estan recopilados la mayor parte de los Romances castellanos que fasta agora sean cõpuesto. Impreso acosta de Guillermo de Miles mercader de Libros. 1550, fol. ccxliiijv.

Cancionero de Romances en qve estan recopilados la mayor parte de los Romances Castellanos que hasta agora se han compuesto. Nueuamente corregido emendado y añadido en muchas partes. En Enveres, En casa de Martin Nucio, 1550, fol. 244r (Cancionero de Romances de 1550, edición facsímil, estudio de Paloma Díaz–Mas, coordinación de la edición de José J. Labrador Herraiz, México, Frente de Afirmación Hispanista, A. C., 2017).

Cancionero de Romances en que estan recopilados la mayor parte de los Romances Castellanos, que hasta agora se han compuesto. Nueuamente corregido, emendado, y añadido en muchas partes. En Anvers, En casa de Martin Nucio, a la enseña de las dos Cigueñas, 1555 (reproduz a edição de Martin Nucio, 1550).

Cancionero de Romances en que estan recopilados la mayor parte de los Romances Castellanos, que hasta agora se han compuesto. Nueuamente corregido, emendado, y añadido en muchas partes. En Anvers, En casa de Philippo Nucio, 1568 (reproduz a edição de Martin Nucio, 1550).

Cancionero de Romances. En que estan recopilados a mayor parte delos Romãces Castellanos, que hasta agora se han compuesto. Nvevamente corregido, emendado, y añadido en muchas partes. Impresso com licencia del supremo Consejo, En Lisboa, En casa de Manuel de Lyra, 1581 (reproduz a edição de Martin Nucio, 1550).

Tercera Parte de la Silua de varios Romances. Lleua la misma orden que las otras. Impressa en Caragoça por Steuan. G. de Nagera. 1551, fol. cxxiiijr (Tercera parte de la Silua de varios Romances, edición facsímil, estudio de Vicenç Beltran, coordinación de la edición de José J. Labrador Herraiz, México, Frente de Afirmación Hispanista, A. C., 2017).

Folhetos de cordel

Glosa de los Romaces y can=ciones que dizen. Domingo era de Ramos. Y entre Torres y Ximena. Y moriscos quereys mi padre. Hechas por Gonçalo de Montaluo. Impressos con licencia de los Señores del cosejo del Rey nuestro Señor en A[l]cala [sic] de Henares en casa de Sebastian Martinez ꞇ  sea en gloria fuera la puerta de los sanctos Martyres. Año. 1586 (Antonio Rodríguez-Moñino, Nuevo Diccionario bibliográfico de pliegos sueltos poéticos (siglo XVI), edición corregida y actualizada por Arthur L.-F. Askins y Víctor Infantes, Madrid, Editorial Castalia, 1997, n.º 374).

PPragaI: Glosa de los romances y canciones  dizẽ. Domigo [sic] era đ ramos. Entre torres ꞇ ximena. E morir vos reys mi padre. Hechas por Gõçalo de mõtaluan (Pliegos poéticos españoles en la Universidad de Praga, II, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1960, n.º 61).

Glosas de los romances y cãciones que dizen. Domingo era de ramos. Y entre Torres y Ximena. Y moriros quereys mi padre. Hecho por Gonçalo de Montaluo (Pliegos poéticos góticos de la Biblioteca Nacional de Madrid, III, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1958, n.º 115).

Glosa de los romances y canciones que dizen, domingo era de Ramos. Y entre Torres y Ximena. Y morir os quereys mi padre. Hechas por Gonçalo de Montaluo (María Cruz García de Enterría (ed.), Pliegos poéticos españoles de la Biblioteca Universitaria de Cracovia, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1975, n.º 6).

PPragaII: Glosas de vnos r[omances] y canciones hechas por gonzalo de m[ontaluan... en]tre torres y ximena. E morir vos quereys [mi padre] E domingo era de ramos (Pliegos poéticos españoles en la Universidad de Praga, II, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1960, n.º 64).

Glosas de vnos romãces y canciones hechas por Gonçalo de montaluan. Entre torres y ximena. E morir vos quereys mi padre. E domingo era de ramos (Pliegos poéticos góticos de la Biblioteca Nacional de Madrid, II, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1957, n.º 69).

Siguense cinco Romances: los dos primeros son del infante Gayferos, El tercero: Domingo era de Ramos. El quarto: de Lucrecia la casta Romana El quinto: de la Reyna doña Maria Daragon (Pliegos poéticos españoles en la Universidad de Praga, I, Madrid, Joyas Bibliográficas, 1960, n.º 24).

Glosa de los Romances (Arthur L.-F. Askins e Víctor Infantes, Suplemento al Nuevo Diccionario bibliográfico de pliegos sueltos poéticos (siglo XVI) de Antonio Rodríguez-Moñino, Vigo, Editorial Academia del Hispanismo, 2014, n.º 374.5).

Posição do verso no romance
  • Zona Intermédia

Tradição Oral Moderna

Título e IGR do romance
0568 - Fuga del rey Marsín
Presença do romance na tradição moderna portuguesa
Não
Presença do romance nas restantes tradições modernas pan-hispânicas
Não
Notas sobre a tradição oral moderna